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UMA PARAGEM NOS AÇORES: A ILHA DE SÃO MIGUEL

Conselhos para fazer um percurso por livre num paraiso no meio do Atlántico

Lagoa das Sete Cidades
Lagoa das Sete Cidades

Com só 90 km de comprido,15 km de largo e uma população de pouco mais de 100.000 pessoas, na Ilha de São Miguel acumulam-se muitos lugares de interesse. De facto, nós decidimos dedicar-lhe só três dias a esta ilha e sem dúvida não foi suficiente. É todo um exemplo de um pequeno espaço com muito que fazer. Neste artigo, partilho com vocês conselhos para visitar por livre esta formosa ilha.

plantacion de té de Porto Formoso
Chá en Porto Formoso

VOAR NA SATA: UMA FORMA ECONÓMICA DE CHEGAR AOS AÇORES

Ponta Delgada é a cidade mais grande da Ilha e de todo os Açores, e nela está o maior aeroporto do arquipélago. De facto, nós chegamos ao seu aeroporto num voo direto desde Porto com a companhia açoriana SATA, que coneta diariamente os Açores com Lisboa e Porto, assim como com Boston e Toronto, já ao outro lado do Atlántico. É uma companhia a ter em conta pelo seu custo (fora da época alta podemos visitar esta ilha por menos de 100€) e pelas suas conexões económicas com o continente americano; além disso, é a companhia que utilizamos para irmos ate o Canadá em esta outra viagem que também partilho neste blogue (em galego e castelhano).

Furnas
Furnas

COMO IR DO AEROPORTO A PONTA DELGADA

Uma vez no aeroporto, a forma mais razoável de chegar ao centro da cidade é o táxi. Tem um preço único de 10€, que penso que é bastante razoável, sobretudo tendo em conta que não há outro tranporte público disponível coma o autocarro urbano. Os únicos autocarros que vimos no aeroporto são de transporte coletivo de hotéis, que tinham um custo por pessoa maior que o táxi, pelo que o descartamos.

Ponta Delgada
Ponta Delgada

PONTA DELGADA: A CAPITAL

Ponta Delgada é a população mais grande da ilha e conta com quase umas 70.000 pessoas, o que faz dela uma cidade tranquila. A sua vida gira por volta do trânsito do seu porto e do turismo; além disso, é aqui onde encontramos o maior número de hotéis, restaurantes e outros serviços necessários para o viajante.

Igreja Matriz de Ponta Delgada
Igreja Matriz de Ponta Delgada

Em Ponta Delgada temos também vários lugares de interesse. Entre as numerosas igrejas destaca a da Nossa Senhora da Esperança, onde está o Santo Cristo dos Milagres, um santo com grande devoção na ilha e ao que se lhe dedicam as maiores festas da capital. Depois das igrejas, podemos visitar também outros lugares como a porta da cidade, o forte de São Brás ou a Torre Sineira onde há uma boa panorâmica da cidade.

A Illa de San Miguel en coche
A Ilha de Sao Miguel de carro

UMA VOLTA PELA ILHA

Ainda que caminhar por Ponta Delgada é um prazer, o mais espetacular da ilha são sem dúvida as suas paisagens, assim que vos recomendo alugar um carro e fazer uma rota pela estrada que a rodeia. Começando na capital, e se saímos pela estrada direcção oeste, dirigimos-nos a uma das primeiras jóias da ilha: A Lagoa das Sete Cidades e o seu miradouro. A pouca distância (aqui tudo está perto) e de volta à costa, chegamos a Ponta da Ferraria, o ponto mais ocidental da ilha com o seu faro e as curiosas piscinas quentes naturais que aproveitam o calor do interior da terra.

Ponta da Ferraría
Ponta da Ferraría

Já de volta na ER1, a estrada que rodeia a ilha, dirigimos-nos agora em direcção leste à altura da Ponta da Bretanha e continuamos ate Ribeira Grande, outra importante localidade onde recomendo parar um bocadinho e aproximar-se ate á Ponta do Cintrão.

Costa Norte
Costa Norte

Se continuamos rodeando a ilha, e pouco depois de Ribeira Grande, passamos pela plantação de chá de Fonte Formoso, onde nos oferecem uma visita guiada gratuita do processo de elaboração do chá assim como uma desgustação do mesmo.

Chá de Porto Formoso
Chá de Porto Formoso

Dependendo do tempo disponível, aconselharia continuar a rota ate a parte mais ao leste da ilha, ate lugares como a Ponta da Madrugada. Se pelo contrário o viajante conforma-se com ver os pontos mais turísticos, seguirá ao interior ate a localidade de Furnas, onde pode tomar um banho termal. Perto de aqui está também a Lagoa das Furnas e os seus géiseres, que são utilizados mesmo para cocinhar o famoso Cozido das Furnas. Não muito longe, e se as nuvens o permitem, se nos aproximamos ao Miradouro do Salto do Cavalo, gozaremos de uma panorâmica impressionante.

Furnas
Furnas

Se voltamos de novo a Ponta Delgada é imprescindível deter-se também na Lagoa do Fogo, ainda que para ter uma boa panorâmica da mesma vamos necessitar também que as nuvens não nos ocultem a paisagem.

 

Esta rota em carro por volta da ilha levou-nos dois dias, ainda que recomendo se fosse possível, dedicar-lhe ao menos um par de dias mais para poder visitar mais localidades e gozar da tranquilidade com que vive a gente nestes lugares. Recomendo parar em algum bar que encontremos pelo caminho para falar com a gente local assim como dormir em alguma casa rural perdida pela ilha (esto último ficou-nos pendente para outra ocasião).

Furnas dende o Salto do Cabalo
Furnas desde o Salto do Cabalo

GUIA PRÁTICA E RECOMENDAÇÕES

Onde dormir: Nós dormimos todos os dias no Marina Lounge Hostel em Ponta Delgada, e foi sem dúvida uma boa eleição. Recomendo-o por tudo: profesionalidade, desenho, preço…e sobretudo pelos seus propietários Lino e António.

Onde comer: Como o hostel onde nós estábamos tinha cocinha não fomos comer muito pela cidade. Só jantamos fora uma noite, concretamente no Restaurante A Tasca, e foi uma muito boa eleição.

Onde alugar carro: Nós o fixemos com a empresa Euraçor, por recomendação dos proprietários do hostel. Bom preço e sem nengún problema.

Furnas
Furnas

Preços: Posso dizer que está mais ou menos ao mesmo nível que o Portugal continental, pelo que não se pode considerar um destino caro. Como exemplo, aqui deixo o que custan muitas coisas que pode necessitar um viajante para que podam fazer um orçamento:

Dormir: Quarto doble com pequeno-almoço e cocinha (Marina Longe Hostel) 46€ noite
Jantar no restaurante A Tasca de Ponta Delgada: 27,40€ duas pessoas
Aluguer de carro pequeno na empresa Euroaçor: 75€ dois dias seguro incluído
Uma cerveja: muito variable, entre 50 centimos a 1.5€ segundo o local
Um bolo de pan lévedo açoriano: 2.30€

Lagoa do Fogo
Lagoa do Fogo

Isto é tudo! E já sabem que como é habitual neste blogue, se têm alguma dúvida, querem deixar aqui algum conselho mais, ou simplesmente querem comentar ou partilhar uma experiência vossa similar, não duvidem em pôr um comentário.

UNA PARADA EN AZORES: LA ISLA DE SAN MIGUEL

Consejos para hacer un recorrido por libre en un paraiso en medio del Atlántico

Lagoa das Sete Cidades
Lagoa das Sete Cidades

Aunque parezca mentira, con sólo 90km de largo,15 km de ancho y poco más de 100.000 habitantes, la Isla de San Miguel acumula muchos lugares de interés. De hecho, nosotros decidimos dedicarle sólo tres días a esta isla y sin duda nos quedamos cortos. Es todo un ejemplo de un pequeño espacio con mucho que hacer. En esta nueva entrada, comparto con vosotros consejos para visitar por libre esta hermosa isla.

plantacion de té de Porto Formoso
Plantacion de té de Porto Formoso

VOLAR EN LA SATA: UNA FORMA ECONÓMICA DE LLEGAR A AZORES

Ponta Delgada es la ciudad más grande de la isla y de todo Azores, y en ella está el mayor aeropuerto del archipiélago. De hecho, nosotros llegamos a su aeropuerto en un vuelo directo desde Oporto con la compañía azoriana SATA, que conecta diariamente Azores con Lisboa y Oporto, así como con Boston y Toronto, ya al otro lado del Atlántico. Es una compañía a tener en cuenta por su bajo coste (fuera de temporada alta podemos visitar esta isla por menos de 200€) y por sus conexiones económicas con el continente americano; de hecho es la compañía que utilizamos para desplazarnos hasta Canadá en el viaje que contaré en posteriores entradas.

Furnas
Furnas

COMO IR DEL AEROPUERTO A PONTA DELGADA

Una vez en el aeropuerto, la forma más lógica de llegar al centro de la ciudad es el taxi. Tiene un precio único de 10€, que considero bastante razonable, sobre todo teniendo en cuenta que no hay otro transporte público disponible como bus urbano. Los únicos autobuses que vimos en el aeropuerto son de transporte colectivo de hoteles, que tenían un coste por persona mayor que el taxi, por lo que lo descartamos al momento.

Ponta Delgada
Ponta Delgada

PONTA DELGADA: LA CAPITAL

Ponta Delgada es la población más grande de la isla y cuenta con apenas unos 70.000 habitantes, lo que hace de ella una localidad tranquila. Su vida gira alrededor del tránsito de su puerto y del turismo; de hecho es aquí donde encontramos el mayor número de hoteles, restaurantes y otros servicios necesarios para el viajero.

Igreja Matriz de Ponta Delgada
Igreja Matriz de Ponta Delgada

En Ponta Delgada tenemos también varios lugares de interés. Entre las numerosas iglesias destaca la de Nossa Senhora da Esperança, donde se guarda el Santo Cristo dos Milagres, un santo con gran devoción en la isla y al que se le dedican las mayores fiestas de la capital. Aparte de las iglesias, podemos visitar también otros lugares como la Porta da Cidade, el Forte de Sao Brás o la Torre Sineira donde hay unas buenas vistas de la ciudad.

A Illa de San Miguel en coche
La Isla de San Miguel en coche

 

UNA VUELTA POR LA ISLA

Aunque pasear por Ponta Delgada es un placer, lo más espectacular de la isla son sin duda sus paisajes, así que os recomiendo alquilar un coche y hacer una ruta por la carretera que la rodea. Comenzando en la capital, y si salimos por la carretera dirección oeste, nos dirigimos a una de las primeras joyas de la isla: La Lagoa das Sete Cidades y su mirador. A poca distancia (aquí todo está cerca) y de vuelta a la costa, llegamos a Punta da Ferraria, el punto más occidental de la isla con su faro y las curiosas piscinas calientes naturales que aprovechan el calor del interior de la tierra.

Ponta da Ferraría
Ponta da Ferraría

 

Ya de vuelta en la ER1, la carretera que rodea la isla, nos dirigimos ahora en dirección este a la altura de Ponta da Bretanha y continuamos hasta Ribeira Grande, otra importante localidad donde recomiendo parar un rato y aproximarse a la Ponta do Cintrao.

Costa Norte
Costa Norte

Si seguimos rodeando la isla, y poco después de Ribeira Grande, pasamos por la plantación de té de Porto Formoso, donde de forma totalmente gratuita nos ofrecen una visita guiada del proceso de elaboración del té así como una degustación del mismo.

Chá de Porto Formoso
Chá de Porto Formoso

Dependiendo del tiempo disponible, aconsejaría continuar la ruta hacia la parte más al este de la isla, hasta lugares como la Ponta da Madrugada. Si por lo contrario el viajante se conforma (o no le queda más remedio) que ver los puntos más turísticos, seguirá hacia el interior hacia la localidad de Furnas, donde puede tomar un baño termal. Cerca de aquí está también la Lagoa das Furnas y sus “géiseres”, que son utilizados incluso para cocinar el famoso Cocido das Furnas. No muy lejos, y si las nubes lo permiten, si nos acercamos al Miradoiro do Salto do Cabalo, disfrutaremos de unas vistas impresionantes.

Furnas
Furnas

De vuelta de nuevo a Ponta Delgada es imprescindible detenerse también en la Lagoa do Fogo, aunque en este caso para tener una buena vista de la misma vamos necesitar también que las nubes no nos oculten el paisaje.

 

Esta ruta en coche alrededor de la isla nos llevó dos días, aunque recomiendo si fuese posible, dedicarle por lo menos un par de días más para poder visitar más localidades y disfrutar de la calma con que vive la gente en estes lugares. Recomiendo parar en algún bar que encontremos por el camino para interaccionar con la gente local así como dormir en alguna casa rural perdida por la isla (esto último nos quedó pendiente para otra ocasión).

Furnas dende o Salto do Cabalo
Furnas desde el Salto do Cabalo

GUIA PRÁCTICA Y RECOMENDACIONES

Dónde dormir: Nosotros nos alojamos todos los dias en el Marina Lounge Hostel en Ponta Delgada, y fue sin duda un gran acierto. Lo recomiendo por todo: profesionalidad, diseño, precio…y sobre todo por el trato de sus propietários Lino y António.

Dónde comer: Como el hostel donde nos alojamos tenía cocina la verdad es que no fuimos comer mucho por ahí. Sólo cenamos fuera una noche, concretamente en el Restaurante A Tasca en Ponta Delgada, y fue una muy buena elección.

Dónde alquilar coche: Nosotros lo hicimos con la empresa Euraçor, por recomendación de los propietarios del hostel. Buen precio y sin ningún problema.

Idioma: Aunque el idioma oficial es el portugués, este portugués azoriano es bastante difícil de entender, especialmente en zonas rurales.

Furnas
Furnas

Precios: Se puede decir que está más o menos al mismo nivel que el Portugal continental, por lo que no se puede considerar un destino caro. Como ejemplo, aquí dejo lo que cuestan muchas cosas que puede necesitar un viajero para que podais hacer un presupuesto:

Dormir: Habitación doble con desayuno y cocina (Marina Longe Hostel) 46€ noche

Cena en el restaurante A Tasca de Ponta Delgada: 27,40€ dos personas

Alquiler de coche pequeño en la empresa Euroaçor: 75€ dos días seguro incluído

Una caña de cerveza: muy variable, entre 50 céntimos a 1.5€ según el sitio

Un bolo de pan lévedo azoriano: 2.30€

Lagoa do Fogo
Lagoa do Fogo

Esto es todo! Y ya sabeis que como es habitual en este blog, si teneis alguna duda, quereis dejar aquí algún consejo más, o simplemente quereis comentar o compartir una experiencia vuestra similar, non dudeis en poner un comentario.

UNHA PARADA NOS AZORES: A ILLA DE SAN MIGUEL

Consellos para facer un percorrido por libre nun paraiso no medio do Atlántico

Lagoa das Sete Cidades
Lagoa das Sete Cidades

Ainda que pareza mentira, con só 90km de longo,15 km de ancho e pouco mais de 100.000 habitantes, na Illa de San Miguel acumúlanse moitos lugares de interese. De feito, nós decidimos dedicarlle só tres días a esta illa e sen dúbida quedámonos cortos. É todo un exemplo dun pequeno espazo con moito que facer. Nesta nova entrada, comparto con vos consellos para visitar por libre esta fermosa illa.

plantacion de té de Porto Formoso
Plantacion de té de Porto Formoso

VOAR NA SATA: UNHA FORMA ECONÓMICA DE CHEGAR AOS AZORES

Ponta Delgada é a cidade máis grande da Illa e de todo os Azores, e nela está o maior aeroporto do arquipélago. De feito, nós chegamos ao seu aeroporto nun voo directo desde Porto coa compañía azoriana SATA, que conecta diariamente os Azores con Lisboa e Porto, así como con Boston e Toronto, xa ao outro lado do Atlántico. É unha compañía a ter en conta polo seu baixo coste (fora da temporada alta podemos visitar esta illa por menos de 200€) e polas súas conexións económicas co continente americano, de feito é a compañía que utilizamos para desprazarnos ate Canadá na viaxe que contarei en posteriores entradas.

Furnas
Furnas

COMO IR DO AEROPORTO A PONTA DELGADA

Unha vez no aeroporto, a forma máis lóxica de chegar ao centro da cidade é o taxi. Ten un prezo único de 10€, que considero bastante razonable, sobre todo tendo en conta que non hai outro transporte público disponible coma bus urbano. Os únicos autobuses que vimos no aeroporto son de transporte colectivo de hoteis, que tiñan un coste por persoa maior que o taxi, polo que o descartamos ao momento.

Ponta Delgada
Ponta Delgada

PONTA DELGADA: A CAPITAL

Ponta Delgada é a poboación máis grande da illa e conta con apenas uns 70.000 habitantes, o que fai dela unha localidade tranquila. A súa vida xira ao redor do tránsito do seu porto e do turismo; de feito é aquí onde encontramos o maior número de hoteis, restaurantes e outros servizos necesarios para o viaxeiro.

Igreja Matriz de Ponta Delgada
Igreja Matriz de Ponta Delgada

En Ponta Delgada temos tamén varios lugares de interese. Entre as numerosas igrexas destaca a da Nossa Senhora da Esperança, onde se garda o Santo Cristo dos Milagres, un santo con gran devoción na illa e ao que se lle dedican as maiores festas da capital. Aparte das igrexas, podemos visitar tamén outros lugares como a porta da cidade, o Forte de Sao Brás ou a Torre Sineira onde hai unhas boas vistas da cidade.

A Illa de San Miguel en coche
A Illa de San Miguel en coche

 

UNHA VOLTA POLA ILLA

Ainda que pasear por Ponta Delgada é un pracer, o máis espectacular da illa son sen dúbida as súas paisaxes, así que vos recomendo alugar un coche e facer unha ruta pola estrada que a rodea. Comezando na capital, e se saímos pola estrada dirección oeste, dirixímonos a unha das primeiras xoias da illa: A Lagoa das Sete Cidades e o seu miradoiro. A pouca distancia (aqui todo está preto) e de volta á costa, chegamos a Punta da Ferraria, o punto máis occidental da illa co seu faro e as curiosas piscinas quentes naturais que aproveitan a calor do interior da terra.

Ponta da Ferraría
Ponta da Ferraría

 

Xa de volta na ER1, a estrada que rodea a illa, dirixímonos agora en dirección este á altura da Ponta da Bretanha e continuamos ate Ribeira Grande, outra importante localidade onde recomendo parar un rato e aproximarse á Ponta do Cintrao.

Costa Norte
Costa Norte

Se seguimos rodeando a illa, e pouco despois de Ribeira Grande, pasamos pola plantación de té de Porto Formoso, onde de forma totalmente gratuita nos ofrecen unha visita guiada do proceso de elaboración do té así como unha desgustación do mesmo.

Chá de Porto Formoso
Chá de Porto Formoso

Dependendo do tempo dispoñible, aconsellaría continuar a ruta hacia a parte máis ao leste da illa, ate lugares como a Ponta da Madrugada. Se polo contrario o viaxante confórmase (ou non lle queda máis remedio) que ver os pontos máis turísticos, seguirá hacia ó interior hacia a localidade de Furnas, onde pode tomar un baño termal. Preto de aquí está tamén a Lagoa das Furnas e os seus “géiseres”, que son utilizados mesmo para cociñar o famoso Cocido das Furnas. Non moi lonxe, e se as nubes o permiten, se nos acercamos ao Miradoiro do Salto do Cabalo, gozaremos dunhas vistas impresionantes.

Furnas
Furnas

De volta de novo á Ponta Delgada é imprescindible deterse tamén na Lagoa do Fogo, aínda que neste caso para ter unha boa vista da mesma imos necesitar tamén que as nubes non nos oculten a paisaxe.

 

Esta ruta en coche ao redor da illa levounos dous días, ainda que recomendo se fose posible, dedicarlle polo menos un par de días máis para poder visitar máis localidades e gozar da calma con que vive a xente nestes lugares. Recomendo parar nalgún bar que atopemos polo camiño para interaccionar coa xente local así como dormir nalgunha casa rural perdida pola illa (esto último quedounos pendente para outra ocasión).

Furnas dende o Salto do Cabalo
Furnas dende o Salto do Cabalo

GUIA PRÁCTICA E RECOMENDACIÓNS

Onde dormir: Nos aloxámos todos os dias no Marina Lounge Hostel en Ponta Delgada, e foi sen dúbida un gran acerto. Recoméndoo por todo: profesionalidade, deseño, prezo…e sobre todo o trato dos seus propietários Lino e António.

Onde comer: Como o hostel onde nos aloxamos tiña cociña a verdade é que non fomos comer moito por ahí. Só ceamos fora unha noite, concretamente no Restaurante A Tasca, e foi unha moi boa elección.

Onde alugar coche: Nós fixémolo coa empresa Euraçor, por recomendación dos propietarios do hostel. Bo prezo e sen nengún problema.

Idioma: Ainda que o idioma oficial é o portugués, este portugués azoriano é bastante difícil de entender, especialmente nas zonas rurais.

Furnas
Furnas

Precios: Se pode decir que está máis ou menos ao mesmo nivel que o Portugal continental, polo que non se pode considerar un destino caro. Como exemplo, aquí deixo o que costan moitas cousas que pode necesitar un viaxeiro para que podades facer un presuposto:

Dormir: Habitación doble con almorzo e cociña (Marina Longe Hostel) 46€ noite

Cea no restaurante A Tasca de Ponta Delgada: 27,40€ duas persoas

Aluguer de coche pequeno na empresa Euroaçor: 75€ dous días seguro incluído

Unha caña de cerveza: moi variable, entre 50 centimos a 1.5€ segundo o sitio

Un bolo de pan lévedo azoriano: 2.30€

Lagoa do Fogo
Lagoa do Fogo

Isto é todo! E xa sabedes que como é habitual neste blog, se tedes algunha dúbida, queredes deixar aquí algún consello máis, ou simplemente queredes comentar ou compartir unha experiencia vosa similar, non dubidedes en poñer un comentario.

“Viagem a Portugal”: Porto e Barcelos

Un percorrido por Porto e Barcelos utilizando como guía o libro “Viagem a Portugal” de José Saramago.

Vista nocturna de Porto dende Vila Nova de Gaia
Vista nocturna de Porto dende Vila Nova de Gaia

Xa coñecía os lugares máis emblemáticos de Porto, pero tras ler o libro “Viagem a Portugal” do escritor portugués José Saramago (Premio Nobel de Literatura en 1998) decidín volver, aínda que desta vez utilizando este libro como única guía. En “Viajem a Portugal” Saramago relata un percorrido que realiza por todas as rexións continentais do seu país facéndose pasar pola figura de “o viajante” (e xa que logo, en terceira persoa), contándonos coa súa excepcional forma de redactar o que máis lle chama a atención da súa viaxe.

“Junta com o rio que chaman Doiro..”
Así titula Saramago a parte do libro dedicada a Porto e, como a maior parte dos turistas (entre os que me inclúo), o viaxante comeza a visita á cidade xunto a Sé, é dicir, a catedral.

A Sé
A Sé

Neste punto o viaxante decide o que pode visitar de Porto trazando un círculo imaxinario con centro na praza da Sé, aínda que “provavelmente virá a infringir esta primeira regra”, prestando atención ao “antigo e pintoresco” e desprezando “o moderno e banal”.

Desde a praza de Sé o viaxante descende en dirección ao río polas Escadas das Verdades, hoxe uns dos lugares máis abandonados e míseros de Porto, ata chegar ao mesmo barrio da Ribeira.

Barrio da Ribeira
Barrio da Ribeira

O barrio da Ribeira está aos pés da beira norte do Río Douro. É un dos meus lugares favoritos desta cidade. Chea de bares e restaurantes é ademais ideal para pasear gozando da vista a un lado, das casas mellor conservadas de Porto,e ao outro,das adegas de Vila Nova de Gaia.

A Ribeira
A Ribeira

Aínda que “o viajante está decidido a não andar de igreja em igreja como se de tal dependesse a salvaçom da sua alma” decide visitar algunhas das tantas que hai nesta cidade. Empeza pola fermosa igrexa barroca de San Francisco, xusto á beira do Pazo da Bolsa, outra das visitas obrigadas de Porto, a poucos pasos da Ribeira

Igrexa de San Francisco
Igrexa de San Francisco

Desde a entrada do Pazo da Bolsa, e tras pedir un mapa na oficina de turismo que está xusto enfronte, ascendo cara á parte alta da cidade zigzagueando polas súas rúas entre edificios con ese estilo decadente que lle dá tanta personalidade a esta cidade. Aínda que unha gran cantidade destes edificios estean ao bordo da ruína, hai moitas familias vivindo neles, algo non moi común no centro de moitas cidades europeas. Nas súas rúas, cheas de fachadas con roupa tendida, vese xente que se saúda e coñécese.

Igrexa de Carmelitas e do Carmo
Igrexa de Carmelitas e do Carmo

Subindo pola Rua das Taipas o viaxante diríxese cara á igrexa dos Carmelitas e a do Carmo. Comparando a estas dúas veciñas polo exterior “face a face, ganha o Carmo”. Pola contra, no interior “o viajante está com os Carmelitas. É uma igreja que faz quanto pode pela fé, enquanto o Carmo faz obviamente de mais”. Como é lóxico, entrei en ambas para comparalas, aínda que o que máis me chamou a atención de ambas é a gran cantidade de fieis rezando nelas.

Livraría Lello e Irmão
Livraría Lello e Irmão

De camiño á Rua Clérigos, para completar a volta ao centro histórico de Porto, fago unha parada na impresionante Livraría Lello e Irmão, onde hai máis turistas que clientes. Sen dúbida, ver un dos lugares onde se rodou a película de Harry Potter ten máis interese que visitar moitos museos.

Torre de Clérigos
Torre de Clérigos

Ao saír da Livraría Lello e Irmão, chama a atención a Igrexa e Torre de Clérigos, outra das formidables obras que o arquitecto barroco Nicolau Nasoni realizou nesta cidade. O viaxante non considera xusto o pór o nome deste arquitecto nunha esquina dunha rúa “que tão depressa começa logo acaba”. Aínda que a min paréceme moito máis inxusto que, segundo leo na wikipedia: O 13 de xullo de 2010, a maioría dos concelleiros de centro-dereita do equipo de goberno do Concello da cidade do Porto votaron en contra da proposta para pór o nome do escritor José Saramago a unha rúa da cidade. Está claro que políticos ignorantes hainos en todas partes.

Estación de São Bento
Estación de São Bento

Como o percorrido por Porto do viaxante fáiseme curto, decido cruzar o Río Douro cara a Vila Nova de Gaia, non sen antes entrar outra vez na Estación de São Bento para contemplar os seus famosos azulexos sobre a historia de Portugal.

Porto e a súa Ponte de Luiz I dende Vila Nova de Gaia
Porto e a súa Ponte de Luiz I dende Vila Nova de Gaia

Cruzando a Ponte de Luiz I pola súa parte máis alta, chego á Vila Nova de Gaia. Desde o Mosteiro da Serra do Pilar, as vistas de Porto son magníficas. Descendo cara á beira do Douro e intento visitar o interior dalgunha das adegas para degustar o famoso viño de oporto. Como xa é tarde, e as adegas están pechadas, téñome que conformar con probalo nun bar.

Fonte do Pássaro
Fonte do Pássaro

Acabo o percorrido, igual que o viaxante, na Sé. Alí chama a atención do viaxante o Chafariz da Rua Escura, que segundo oíu dicir coñécese como a Fonte do Pássaro. No alto hai unha especie de pelícano “em atitude de arrancar a própia carne do peito”. Baixo o pelícano hai un orificio onde antigamente saía auga e parecía que lle daba de beber a “os três filhos do pelícano” que están máis abaixo. Complétase o conxunto con dúas figuras de muller con “expressão ameaçadora” a ambos os dous lados do pelícano. Aínda que, segundo o viaxante, “o conjunto é uma ruína”, será o último que visitará de Porto na súa partida, xa que mirando ás “iradas mulheres” desa fonte, “saberá que há ali um segredo que ninguém lhe vem explicar”, e iso será o que se levará de Porto.

Barcelos

Saio de Porto e diríxome a Barcelos, que está a menos de 70 quilómetros ao norte. É domingo, e parece ser que o día do seu famoso mercado é o xoves, pero de todos os xeitos hai algún posto no Campo da Feira, e en moitos deles podo ver numerosas réplicas do Galo de Barcelos.

Barcelos
Barcelos

“Esta é a terra do galo milagroso que depois de assado cantou e veio a ter descendência, tanta que, se ainda não chegou ao milhão, pouco lhe há-de faltar”. E razón non lle falta, xa que aparte dos galos do mercado, por toda a cidade de Barcelos pódense ver réplicas do mesmo. O viaxante conta no libro a lenda do galo de Barcelos, na cal cóntase que se cometeu un crime nesta cidade xusto cando por alí pasaba un galego de camiño a Compostela. Os habitantes de Barcelos acusaron ao galego do crime, polo que foi xulgado e condenado a morrer na forca, pero este, convencido da súa inocencia, pediu ir xunto ao xuíz, que nese momento estábase comendo un galo asado. O condenado díxolle que estaba tan seguro da súa inocencia como de que aquel galo cantaría cando o aforcasen. E así ocorreu, e xusto no momento que estaba sendo aforcado, o galo levantouse e soltou un profundo quiquiriquí. Completouse o milagre grazas a un nó da forca mal feito, polo que o galego salvouse e foi posto en liberdade.

Museo Arqueolóxico
Museo Arqueolóxico

Seguindo os consellos do viaxante achégome ao Museo Arqueolóxico, onde o primeiro que me chama a atención é que sexa un museo ao aire libre. Alí está o Cruzeiro do Senhor do Galo que, segundo conta a lenda, foi esculpido polo mesmo galego uns anos máis tarde de salvarse de morrer aforcado.E como non podía ser menos, nel pódese ver representado o galo e o aforcado.

Cruzeiro do Senhor do Galo
Cruzeiro do Senhor do Galo

Dando unha volta polo Museo Arqueolóxico o viaxante escandalízase coa forma de identificar as pezas que alí se expoñen, xa que utilizan azulexos incrustados nas mesmas. Pregúntase como sería ” a Vénus de Milo marcada assím na coxa roliça”. Razón non lle falta.

Azulexos cravados nas pezas do Museo Arqueolóxico
Azulexos cravados nas pezas do Museo Arqueolóxico

Igual que ao viaxante, “vendo a água correr” sentín sede, e “lembrando-se do galo” sentín fame. Para comer, o viaxante recomenda no libro o Restaurante Arantes, onde aparte dun excelente bacallau, degusta unhas gachas de sarrabulho que segundo nos conta “nunca outro melhor manjar comeu nem espera vir a comer”. Como é lóxico, busco o Restaurante Arantes por todo Barcelos, pero o atopo pechado. Será pola crise ou por ser tempada baixa. Ou porque o libro que levo como guía se escribiu a principios dos 80. De todos os xeitos, síntome decepcionado por non probar o bacallau do Restaurante Arantes e máis aínda por seguir sen saber o que son as gachas de sarrabulho. De todos os xeitos non me penso ir de Barcelos sen comer o bacallau e cumpro a miña promesa noutro restaurante, onde me esquezo de preguntar que son as gachas de sarrabulho.

Fin.

Para máis información, podes deixar un comentario ou escribir a cabonorte2009@hotmail.es

“Viaje a Portugal”: Oporto y Barcelos

Un recorrido por Oporto y Barcelos utilizando como guía el libro “Viaje a Portugal” de José Saramago.

Vista nocturna de Oporto desde Vila Nova de Gaia
Vista nocturna de Oporto desde Vila Nova de Gaia

Ya conocía los lugares más emblemáticos de Oporto, pero tras leer el libro “Viaje a Portugal” del escritor portugués José Saramago (Premio Nobel de Literatura en 1998) decidí volver, aunque esta vez utilizando este libro como única guía. En “Viaje a Portugal” Saramago relata un recorrido que realiza por todas las regiones continentales de su país haciéndose pasar por la figura de “el viajero” (y por tanto, en tercera persona), contándonos con su excepcional forma de redactar lo que más le llama la atención de su viaje.

“Se Junta con el río que llaman Duero…”

Así titula Saramago la parte del libro dedicada a Oporto y, como la mayor parte de los turistas (entre los que me incluyo), el viajero comienza la visita a la ciudad junto a la Sé, es decir, la catedral.

La Sé
La Sé

En este punto el viajero decide lo que puede visitar de Oporto trazando un círculo imaginario con centro en la plaza de la Sé, aunque “probablemente acabará infringiendo esta regla”, prestando atención a lo “antiguo y pintoresco” y despreciando “lo moderno y banal”.

Desde la plaza de la Sé el viajero desciende en dirección al río por las Escadas das Verdades, hoy unos de los lugares más abandonados y míseros de Oporto, hasta llegar al mismo barrio de la Ribeira.

Barrio de la Ribeira
Barrio de la Ribeira

El barrio de la Ribeira está a los pies de la orilla norte del Río Duero. Es uno de mis lugares favoritos de esta ciudad. Llena de bares y restaurantes es además ideal para pasear disfrutando de la vista a un lado, de las casas mejor conservadas de Oporto,y al otro,de las bodegas de Vila Nova de Gaia.

La Ribeira
La Ribeira

Aunque “el viajero está decidido a no andar de iglesia en iglesia como si de ello dependiera la salvación de su alma” decide visitar algunas de las tantas que hay en esta ciudad. Empieza por la hermosa iglesia barroca de San Francisco, justo al lado del Palacio de la Bolsa, otra de las visitas obligadas de Oporto, a pocos pasos de la Ribeira

Iglesia de San Francisco
Iglesia de San Francisco

Desde la entrada del Palacio de la Bolsa, y tras pedir un mapa en la oficina de turismo que está justo enfrente, asciendo hacia la parte alta de la ciudad zigzagueando por sus calles entre edificios con ese estilo decadente que le da tanta personalidad a esta ciudad. Aunque una gran cantidad de estos edificios estén al borde de la ruina, hay muchas familias viviendo en ellos, algo no muy común en el centro de muchas ciudades europeas. En sus calles, llenas de fachadas con ropa tendida, se ve gente que se saluda y se conoce.

Iglesia de Carmelitas y del Carmen
Iglesia de Carmelitas y del Carmen

Subiendo por la Rua das Taipas el viajero se dirige hacia la iglesia de los Carmelitas y la del Carmen. Comparando a estas dos vecinas por el exterior“cara a cara, gana el Carmen”. Por el contrario, en el interior “el viajero se queda con los Carmelitas. Es una iglesia que hace todo lo que puede por la fe, mientras que el Carmen hace obviamente de más”. Como es lógico, entré en ambas para comparalas, aunque lo que más me llamó la atención de ambas es la gran cantidad de fieles rezando en ellas.

Livraría Lello e Irmão
Livraría Lello e Irmão

De camino a la Rua Clérigos, para completar la vuelta al centro histórico de Porto, hago una parada en la impresionante Livraría Lello e Irmão, donde hay más turistas que clientes. Sin duda, ver uno de los lugares donde se rodó la película de Harry Potter tiene más interés que visitar muchos museos.

Torre de Clérigos
Torre de Clérigos

Al salir de la Livraría Lello e Irmão, llama la atención la Iglesia y Torre de Clérigos, otra de las formidables obras que el arquitecto barroco Nicolau Nasoni ha realizado en esta ciudad. El viajante no considera justo el haber puesto el nombre de este arquitecto en una esquina de una calle “que tan pronto empieza como acaba”. Aunque a mi me parece mucho más injusto que, según leo en la wikipedia: El 13 de julio de 2010, la mayoría de los concejales de centro-derecha del equipo de gobierno del Ayuntamiento de la ciudad de Oporto votaron en contra de la propuesta para poner el nombre del escritor José Saramago a una calle de la ciudad. Está claro que políticos ignorantes los hay en todas partes.

Estación de São Bento
Estación de São Bento

Como el recorrido de Oporto del viajante se me hace corto, decido cruzar el Río Douro hacia Vila Nova de Gaia, no sin antes entrar otra vez en la Estación de São Bento para contemplar sus famosos azulejos sobre la historia de Portugal.

Oporto y su Puente de Luiz I desde Vila Nova de Gaia
Oporto y su Puente de Luiz I desde Vila Nova de Gaia

Cruzando el Puente de Luiz I por su parte más alta, llego a Vila Nova de Gaia. Desde el Mosteiro da Serra do Pilar, las vistas de Oporto son magníficas. Desciendo hacia la orilla del Duero e intento visitar el interior de alguna de las bodegas para degustar el famoso vino de oporto. Como ya es tarde, y las bodegas están cerradas, me tengo que conformar con probarlo en un bar.

Fonte do Pássaro
Fonte do Pássaro

Acabo el recorrido, igual que el viajante, en la Sé. Allí llama la atención del viajante el Chafariz da Rua Escura, que según oyó decir se conoce como la Fonte do Pássaro. En lo alto hay una especie de pelícano “en actitud de arrancarse del propio cuerpo un bocado de carne”. Bajo el pelícano hay un orificio donde antiguamente salía agua y parecía que le daba de beber a “los tres hijos del pelícano” que están más abajo. Se completa el conjunto con dos figuras de mujer con “expresión amenazadora” a ambos lados del pelícano. Aunque, según el viajero, “el conjunto es una ruina”, será lo último que visitará de Oporto en su partida, ya que mirando a las “airadas mujeres” de esa fuente, “sabrá que allí hay un secreto que nadie le explicó”, y es eso será lo que se llevará de Oporto.

Barcelos

Salgo de Oporto y me dirijo a Barcelos, que está a menos de 70 kilómetros al norte. Es domingo, y parece ser que el día de su famoso mercado es el jueves, pero de todas formas hay algún puesto en el Campo da Feira, y en muchos de ellos puedo ver numerosas réplicas del Galo de Barcelos.

Barcelos
Barcelos

“Ésta es la tierra del gallo milagroso que después de asado cantó y tuvo descendencia, tanta que, si aún no llegó al millón, poco le faltará”. Y razón no le falta, ya que aparte de los gallos del mercado, por toda la ciudad de Barcelos se pueden ver réplicas del mismo. El viajante cuenta en el libro la leyenda del gallo de Barcelos, en la cual se cuenta que se cometió un crimen en esta ciudad justo cuando por allí pasaba un gallego de camino a Compostela. Los habitantes de Barcelos acusaron al gallego del crimen, por lo que fue juzgado y condenado a morir en la horca, pero éste, convencido de su inocencia, pidió ir junto al juez, que en ese momento se estaba comiendo un gallo asado. El condenado le dijo que estaba tan seguro de su inocencia como de que aquel gallo cantaría cuando lo ahorcasen. Y así ocurrió, y justo en el momento que estaba siendo ahorcado, el gallo se levantó y soltó un profundo quiquiriquí. Se completó el milagro gracias a un nudo de la horca mal echo, por lo que el gallego se salvó y fue puesto en libertad.

Museo Arqueológico
Museo Arqueológico

Siguiendo los consejos del viajero me acerco al Museo Arqueológico, donde lo primero que me llama la atención es que sea un museo al aire libre. Allí está el Cruzeiro do Senhor do Galo que, según cuenta la leyenda, fue esculpido por el mismo gallego unos años más tarde de salvarse de morir ahorcado.Y como no podía ser menos, en él se puede ver representado el gallo y el ahorcado.

Cruzeiro do Senhor do Galo
Cruzeiro do Senhor do Galo

Dando una vuelta por el Museo Arqueológico el viajero se escandaliza con la forma de identificar las piezas que allí se exponen, ya que utilizan azulejos incrustados en las mismas. Se pregunta cómo sería” la Venus de Milo marcada así en la nalga rolliza”. Razón no le falta.

Azulejos clavados en las piezas del Museo Arqueológico
Azulejos clavados en las piezas del Museo Arqueológico

Igual que al viajero, “viendo correr el agua” sentí sed, “y recordando al gallo” sentí hambre. Para comer, el viajero recomienda en el libro el Restaurante Arantes, donde aparte de un excelente bacalao, degusta unas gachas de sarrabulho que según nos cuenta “nunca mejor manjar comió ni espera comer”. Como es lógico, busco el Restaurante Arantes por todo Barcelos, pero lo encuentro cerrado. Será por la crisis o por ser temporada baja. O porque el libro que llevo como guía se escribió a principios de los 80. De todas formas, me siento decepcionado por no probar el bacalao del Restaurante Arantes y más aún por seguir sin saber lo que son las gachas de sarrabulho. De todas formas no me pienso ir de Barcelos sin comer el bacalao y cumplo mi promesa en otro restaurante, donde me olvido de preguntar que son las gachas de sarrabulho.

Fin.

Para máis información, podes deixar un comentario ou escribir a cabonorte2009@hotmail.es

Portugal: Lisboa e costa de estremadura

LISBOA

A capital de Portugal ten certos lugares que merece a pena visitar. Aparte dos enclaves turísticos típicos como o Castelo de São Jorge, a Sé, Elevador de Santa Xusta,  a Torre de Belem e o Mosteiro dos Xeromes, na cidade hai barrios e lugares onde disfrutar paseando ou simplemente tomando algo, como pode ser os barrios de Alfama ou o Chiado.

Hai dúas datas que foron determinantes para comprender a estructura da Lisboa actual, a primeira delas, e máis importante, é o 1 de Novembro de 1755, data na cal un forte terremoto duns 9 grados sobre a escala Richter, seguido dun maremoto, destruiu case toda a cidade, causando milleiros de mortos. Case toda a cidade tivo que ser reconstruida de novo, polo que foi amplamente reformada segundo os plans do Marqués de Pombal. Como testigo deste terremoto na actualidade pódese ver as ruinas do Convento do Carmo, no céntrico barrio do Chiado.

A outra data a ter presente é o 25 de Agosto de 1988, data na cal ardeu unha parte do famoso barrio lisboeta do Chiado, que obligou a reconstruir unha parte deste, sobre todo a moi afectada Rua do Carmo.

Unhas das zonas que menos sufriron os danos do terremoto, falando dende o punto de vista arquitectónico, foi o barrio de Alfama, que conserva unha estructura apenas planificada. Na actualidade este barrio ten un carácter  de barrio menos “urbano”, con poucos grandes edificios e con numerosas casas onde moitos dos seus veciños se coñecen. A roupa tendida na fachada destas casas e un rasgo común deste barrio, así como os seus locales onde se cantan os famosos fados.

Barrio de Alfama. Lisboa
Barrio de Alfama. Lisboa

No alto do Barrio de Alfama está o Castelo de São Jorge, dende onde hai moi boas vistas da cidade, así como en outros miradoiros próximos. Un deles está situado xunto á outra das visitas obrigadas para un turista habitual, a Sé, tamén no barrio de Alfama.

A Sé. Lisboa
A Sé. Lisboa

Despois de percorrer Alfama, pódese visitar unhas das zonas mellor planificadas tras o terremoto de 1755, un conxunto de ruas que teñen como eixo a Plaza do Comercio e Restauradores.

Rua Augusta e ó fondo a Praça do comércio
Rua Augusta e ó fondo a Praça do comércio

Neste lugar, así como por toda a cidade, pódense ver os típicos tranvias de Lisboa.

Tranvia en Lisboa
Tranvia en Lisboa

Nun extremo da Rua de Santa Xusta, lindando co barrio do Chiado, temos o Elevador de Santa Xusta, que nos deixa xusto a carón do Convento do Carmo, en ruinas dende o terremoto de 1755.

Elevador de Santa Xusta. Lisboa
Elevador de Santa Xusta. Lisboa

As vistas da cidade dende a parte alta do Elevador de Santa Xusta son excelentes.

Vistas dende o elevador de Santa Xusta. Lisboa
Vistas dende o elevador de Santa Xusta. Lisboa

Usando o elevador aforramos de subir a pendente que nos leva o barrio do Chiado. O barrio do Chiado sufriu o gran incendio do 1988, sendo posteriormente restaurada a sua parte danada. Na actualidade, o barrio do Chiado é un importante barrio cultural e comercial de Lisboa.

Rua do Carmo. Lisboa
Rua do Carmo. Lisboa

Xa nas aforas de Lisboa, seguindo a costa ó oeste, atopamos o barrio de Belem, un dos mais monumentais da cidade. O Mosteiro dos Xeromes e a fermosísima Torre de Belem, ambas clasificadas pola Unesco como Patrimonio da Humanidade, fai obrigada á súa visita.

Torre de Belem. Lisboa
Torre de Belem. Lisboa

Dende a mesma Torre de Belem, pódese contemplar dende a beira do Rio Tejo a Ponte 25 de Abril, que comunica a cidade coa beira sur.

Ponte 25 de Abril. Lisboa
Ponte 25 de Abril. Lisboa

A ponte recorda ó Golden Gate de San Francisco, así como o Cristo Rei, preto do extremo da ponte pola beira sur, recorda o Cristo Redentor de Rio de Janeiro.

Cruzando a Ponte 25 de Abril. Lisboa
Cruzando a Ponte 25 de Abril. Lisboa

COSTA DE ESTREMADURA

Cando se vai visitar Lisboa non se pode deixar de visitar certos lugares que están situados a poucos quilómetros da capital. Se tomamos a autoestrada dirección sur, cruzando o Tejo pola Ponte 25 de Abril, temos unha fermosa costa con praias e piñeirais que se extenden ata o Cabo Espichel, onde se pode ver o seu bonito faro sobre os cantís, así coma o Santuario de Santa María do Cabo Espichel.

Santuario de Santa María do Cabo Espichel
Santuario de Santa María do Cabo Espichel

Se continuamos pola costa, cara ó leste atopámonos coas poboacións de Sesimbra (moi frecuentada no verán) e Setúbal. Entre estas localidades podemos disfrutar do Parque Natural da Serra da Arrábida, onde temos lugares para contemplar unhas amplias vistas panorámicas do mesmo, así como de praias na súa vertente costeira. Recomendo parar no precioso enclave de Portinho da Arrábida, e disfrutar da sua praia e se se vai con tempo, do Museu Oceanográfico.

Paisaxe costeiro da Serra da Arrábida
Paisaxe costeiro da Serra da Arrábida

Despois de percorrer a costa, é recomendable adentrarse cara ó interior uns poucos quilómetros hacia ó norte de Setúbal para visitar ó cumio da localidade de Palmela, onde disfrutar das vistas panorámicas, muiños de vento e o seu castelo. Neste punto, pódese pasar a noite na Pousada.

Vistas dende o Castelo e Pousada de Palmela
Vistas dende o Castelo e Pousada de Palmela

Cara o norte e oeste de Lisboa tamén hai moitos lugares moi interesantes. Se seguimos a estrada da costa polo oeste , a ser posible a N6, chegamos as coñecidas poboacións de Estoril e Cascais. Ambas son importantes destinos de veraneo, e a primeira delas é famosa sobre todo polo circuito de Formula 1 e o casino. Cascais e un bo lugar para pasear.

Se continuamos pola costa rodeamos o Cabo Raso así coma a Praia do Guincho, a mar aberto. Seguindo pola N 247 chegamos ata o Cabo Roca, o punto máis occidental da Europa continental.

Cabo de Roca
Cabo de Roca

Dende o Cabo de Roca pódese tomar a estrada que nos leva ata Sintra, pasando por localidades como Colares. Sintra é unha fermosa localidade, declarada Patrimonio da Humanidade pola Unesco, a carón da serra que leva o seu nome. Pasear polas suas rúas, probar a gastronomía da zona nos seus numerosos restaurantes, así como as famosas “queixadas”, é o mellor que se pode facer aparte da imprescindible visita ó Palacio Nacional de Sintra, antiga residencia da realeza portuguesa.

Palacio Nacional de Sintra
Palacio Nacional de Sintra

A pouca distancia do centro de Sintra, no alto da Serra, está o Palacio de Pena, tamén residencia da realeza portuguesa, aínda que máis contemporáneo, concretamente do século XIX.

Patio do Palacio de Pena. Sintra
Patio do Palacio de Pena. Sintra

As vistas dende o Palacio da Pena son fantásticas, sempre e cando a visibilidade o permita.

Vista dende o Palacio de Pena. Sintra
Vista dende o Palacio de Pena. Sintra

Seguindo cara á costa, e a pouco máis de 20 quilómetros de Sintra, atopamos o bonito pobo mariñeiro de Ericeira. Cando o visitei, a finais de decembro, había un gran temporal que facía bater fortemente o mar contra as rochas. Supoño que no verán será todo ben diferente.

Ericeira
Ericeira
Ericeira. Igrexa no Largo de Santa Marta
Ericeira. Igrexa no Largo de Santa Marta

Seguimos pola estrada da costa, onde se poden ver numerosas praias, ata a localidade amurallada de Peniche, onde destaca o Forte de Peniche.

Forte de Peniche
Forte de Peniche

Peniche atópase na entrada da pequena península do mesmo nome. No seu extremo cara ó mar pódese contemplar o mar dende o Cabo Carvoeiro, onde se hai boa visibilidade veremos ó fondo as Illas Berlengas. Dende o faro, se miramos cara ó norte, divisamos a curiosa rocha con forma de barco coñecida como Nau dos Corvos.

Nau dos Corvos, no Cabo Carvoeiro. Peniche
Nau dos Corvos, no Cabo Carvoeiro. Peniche

Moi preto da Península de Peniche, cara ó norte, atópase a pequena e ben coidada localidade de Baleal, situada tamén no extremo dunha pequena península rochosa. O seu itsmo está formado por duas praias separadas por unha estreita e curta estrada que da acceso o pobo. Estas praias, e as dos arredores, son consideradas un paraíso surfista.

Baleal
Baleal

Tras visitar Baleal, non hai escusa para percorrer uns poucos quilómetros cara ó interior ata Óbidos. Esta vila amurallada consérvase en excelente estado, e ainda que soe estar chea de turistas, ten moito encanto. Como fago sempre que visito lugares tan turísticos, espero ata a noite ou ata a mañá cedo do día seguite para paseala. Aparte das murallas,( ás que se pode subir a elas e percorrerlas andando, cousa que resulta algo perigosa) temos a Praza de Santa María e o Castelo, hoxe reformada nunha luxosa Pousada.

Un rincón de Óvidos
Un rincón de Óvidos
Óvidos e a súa muralla
Óvidos e a súa muralla
Panorámica de Óvidos, co seu castelo ó fondo
Panorámica de Óvidos, co seu castelo ó fondo

Volvendo cara á costa, saímos de Óvidos cruzando Caldas da Raíña, dirixíndonos hacia São Martinho do Porto, que presume dunha enorme praia, bastante abrigada do mar aberto. Se seguimos cara ó norte, chegamos a Nazaré, tamén con preciosas praias e vistas, e con bastante ambiente no verán.

Nazaré e a sua praia vista dende O Sitio
Nazaré e a sua praia vista dende O Sitio
Santuário de N. Sra. de Nazaré
Santuário de N. Sra. de Nazaré

Deixamos a costa uns quilómetros ó interior para rematar o percorrido en dous lugares moi interesantes dende o punto de vista cultural. O primeiro deles é o Monasterio de Alcobaça, declarado Patrimonio da Humanidade pola Unesco. Unha das cousas que fai famoso a este monasterio son as impresionantes tumbas de Pedro I e a sua muller Inés de Castro.

Mosteiro de Alcobaça
Mosteiro de Alcobaça
Tumba de Pedro I no Mosteiro de Alcobaça
Tumba de Pedro I no Mosteiro de Alcobaça

Rematamos o percorrido a pouca distancia de Alcobaça, concretamente no fermoso Mosteiro de Batalha, de orixe gótico, onde cabe destacar as tumbas reais, a sala capitular (onde contén a tumba do soldado descoñecido como lembranza dos portugueses mortos durante a primeira guerra mundial), ou as Capelas Imperfeitas (ou Capelas Inacabadas, que non se lograron rematar de construir).

Mosteiro de Batalha
Mosteiro de Batalha

FIN